maria andrade 

Maria Andrade, 1967

Depois de muitos anos trabalhando com tecidos, artes gráficas, ilustrações e as peças de metal, onde usava cores puras e mais vivas, ou estampados,  com grande influência do universo pop,  as primeiras pinturas desta série mantinham ainda características gráficas e ilustrativas, mas logo foram ganhando um caráter mais explicitamente pictórico, gestual, e comecei a explorar relações de cores mais tonais, matizadas com o branco, o que colaborou para que as pinturas resultassem em paisagens bem atmosféricas.

 

Faço a mistura das cores na paleta e vou pintando e ao mesmo tempo misturando com o pincel. São todas "one shot painting", ou seja, feitas de uma vez só, sendo que eventualmente as retoco no dia seguinte, ainda com a tinta molhada. Minhas telas não tem dimensões muito grandes o que me permite fazer mais pinturas (o que acelera o desenvolvimento do trabalho) isso torna mais fácil de serem feitas de uma tacada só, coisa que acho importante para que elas guardem no resultado final a aparência de serem algo em processo, deixando sua fatura à mostra. E também acho que os pequenos formatos revelam a natureza intimista do trabalho.

 

A pintura de paisagem foi um gênero que escolhi naturalmente, e que está ligado a uma longa história de pintura que vi durante a vida, com muitas referências que acabaram me influenciando: Cézanne, Van Gogh,  Monet, Constable, Gauguin, Matisse… Outros artistas que são importantes no meu trabalho são: Guston, Diebenkorn, Richter, Basquiat. Também devo dizer que o curso com Bruno Dunley me abriu horizontes interessantes para meu trabalho.

 

Meus quadros são feitos a partir de referências fotográficas, mas não é importante para mim que essas referências sejam usadas com muita fidelidade. Pelo contrário, ao olhar a fotografia de referência imagino as cores que quero usar, não necessariamente as cores que vejo. Assim como as cores, a pintura como um todo também não é realista, às vezes quase abstrata, e, talvez por meu temperamento, tem um tom leve. Meu trabalho foi se aproximando cada vez mais de uma pintura mais puramente pictórica, sem nenhum outro sentido que não seu próprio fazer. É importante para mim que elas pareçam terem sido feitas num fluxo só de trabalho, rapidamente, facilmente, mesmo que o processo seja mais demorado e difícil. E isso é uma coisa que a pintura à óleo naturalmente me oferece, não só pelas minhas referências na historia da pintura, mas principalmente pela sua prática no dia a dia.

 

After many years of working with fabrics, graphic arts, illustrations and metal pieces, where she used pure and vivid colors, or prints, with great influence of the pop universe, the first paintings of this series still had graphic and illustrative characteristics, but soon became more explicitly pictorial, gestural, and began to explore relations of tonal colors, colored with white, which helped to make the paintings result in very atmospheric landscapes.

 

I mix the colors in the palette and I'm painting and mixing with the brush at the same time. They are all "one shot painting", that is, made at one time, and eventually I will retouch them the next day, even with the wet paint. My canvases do not have very large dimensions which allows me to make more paintings (which speeds the development of the work), this makes it easier to make one shot, which I think is important for them to keep the final result in the appearance of being something in process, leaving your invoice on display. And I also think the little formats reveal the intimate nature of the work.

 

Landscape painting was a genre that I chose naturally, and that is linked to a long history of painting that I saw during life, with many references that ended up influencing me: Cézanne, Van Gogh, Monet, Constable, Gauguin, Matisse ... Other artists which are important in my work are: Guston, Diebenkorn, Richter, Basquiat. I must also say that the course with Bruno Dunley has opened up interesting horizons for my work.

 

My pictures are made from photographic references, but it is not important to me that these references are used very faithfully. On the contrary, when looking at the reference photograph I imagine the colors I want to use, not necessarily the colors I see. Like the colors, the painting as a whole is also not realistic, sometimes almost abstract, and, perhaps by my temperament, has a slight tone. My work was increasingly approaching a more purely pictorial painting, with no other meaning than its own doing. It is important to me that they seem to have been made in a single workflow, quickly, easily, even if the process is time consuming and difficult. And this is something that oil painting naturally offers me, not only because of my references in the history of painting, but mainly because of its day-to-day practice.

Al. Pres. Taunay, 314

Batel - Curitiba/PR

CEP 80420-180

Tel: 41 3040 8016

  • Black Facebook Icon
  • Black Instagram Icon